Hebreus 13.2

30/05/2018

Não deixem de receber bem aqueles que vêm a casa de vocês; pois alguns que foram hospitaleiros receberam anjos, sem saber. Hb 13.2

(Lema Bíblico Junho)

A essência do cristianismo está no acolhimento das pessoas. Quer seja nos Cultos, Centros Educacionais, etc., nos quais somos acolhidos por gestos e palavras que revelam aconchego. A comunidade compartilha belos testemunhos: estou nesta igreja porque aqui fui bem recebido. Esta é a minha casa! Faz bem ouvir estas palavras de que gestos como estes são parte do Evangelho. Claro que nem todos os testemunhos são positivos. Há atitudes que tem afastado pessoas e, outras, que tem produzido constrangimento a comunidade.

1. Certo jovem vem a igreja todo contente. Foi o primeiro a chegar. Conversa com o pastor onde se apresenta com muita cordialidade. Logo, minutos depois, se percebe que o mesmo tem sumido da igreja e, qual foi a surpresa: levou jornais e todos os roteiros da celebração daquele domingo (sem pedir ou comunicar o motivo a ninguém).

2. Migrante vem e participa do Culto. Foi bem acolhido pela equipe da recepção. Entrementes, no decorrer da celebração, aproveita a pausa, levanta-se e faz um pedido emocionante por doações em benefício próprio.

Estes fatos suscitam perguntas: Não estamos colocando em risco, através do acolhimento, a própria segurança dos membros que vieram celebrar conosco? Teremos de colocar critérios no sentido de selecionar as pessoas que desejamos nos espaços da Igreja? Pois é, mas há belos testemunhos: Estamos aqui porque fomos bem recebidos. E agora?

Relembro diante desta nossa prática comunitária as palavras do lema bíblico deste mês. A prática da hospitalidade nos tem causado surpresas agradáveis. Podemos estar recebendo anjos em nossas comunidades quando assim nos dispomos a correr riscos, inclusive. Creio que a comunidade que não se expõe e quer se guardar dos perigos deste mundo, estará traindo a própria essência do cristianismo: O mandamento do Amor. Não podemos ser ingênuos, mas o princípio da hospitalidade não pode ser ofuscado ou desprezado em virtude dos poucos que desvirtuam o uso da prática diaconal da Igreja. Caso assim fosse, Jesus Cristo não teria vindo ao nosso encontro. Mas veio para se doar, correndo riscos. O amor é maior e, vence a maldade. Por causa deste amor, desta bondade, devemos estar dispostos em acolher bem. Porque através desta prática podemos questionar as sacanagens que ocorrem em nosso contexto. Estamos colocando acima de tudo o amor. Este cria novas situações e possibilidades. Pois, assim, podemos estar recebendo novos amigos e amigas que darão novo sentido à vida.

Faça algo diferente, aproxime-se daqueles que estão distantes e, que continuam a ter as mesmas necessidades: amar e ser amado. Não serão as exceções que determinarão a prática da hospitalidade. Somos o que somos porque pessoas nos acolheram e revelaram o cuidado de Deus conosco. Este amor será critério. Este amor nos representa e será o fundamento para ser Igreja de Jesus Cristo! Somos Igreja no mundo e estamos sujeitos a constrangimentos. Nem por isso deixaremos de exercitar a prática da hospitalidade. Sempre permanecerá o Amor!

P. Werner Kiefer
Porto Alegre RS


Autor(a): Werner Kiefer
Âmbito: IECLB / Sinodo: Rio dos Sinos / Paróquia: Porto Alegre - Matriz
Área: Confessionalidade / Nível: Confessionalidade - Prédicas e Meditações
Natureza do Texto: Pregação/meditação
Perfil do Texto: Meditação
ID: 47367
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1Coríntios 3.16
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